Janeiro 6, 2009...9:00 am

Algoz

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No sonho desta noite eu era acusada de ter feito uma mulher abortar. A um passo da prisão eu pensava: “Uma grávida não devia estar me assaltando.”. Mas meu advogado tinha me aconselhado a não dizer esta frase. De quase nove meses e me assaltando. Eu estava em choque.
Tudo que fazia era repetir inutilmente “Eu só gritei pra ela que ia chamar a polícia.”. De novo meu advogado me mandava calar a boca e me dizia no ouvido que a frase poderia ser interpretada como difamação de menores, afinal eu insinuava que o feto quis fugir da polícia.

Eu vestia um pijama lilás e tinha maria-chiquinhas nos cabelos. A cela tinha cheiro de leite de soja. Meu advogado fazia de tudo pra me deixar inocente. Eu tinha perdido as esperanças, tudo que queria é que ele não usasse aquele terno cor de mostarda.
A grávida veio me visitar com o bebê no colo. Ela disse “É umA bebê, é menina. Uma meninona.”. Discuti com o meu advogado. Se o feto sobreviveu ao aborto então não era crime, era parto. Ele achava difícil provar que não tinha sido aborto.

Só depois é que fui perceber quem era o meu advogado. O Al Gore. Aí tudo fez sentido. É claro que o Al Gore ia querer que eu fosse acusada de aborto. Al Gore precisava promover o aquecimento global de algum jeito. Mesmo o feto tendo sobrevivido.

2 Comentários

  • Nem me fala desse Al Gore. Faz uns meis eu sonhei um negócio muito idiota com o mesm0. Sonhei que ele tinha uma academia de jazz e ginástica chamada Algoritmo. Entendeu? Al Gore Ritmo.

    E esse negócio de politicamente correto, outro dia sonhei que o Barbárvore, do Senhor dos Anéis, processava um deputado que tinha chamado outro deputado de cara-de-pau, porque segundo o Barbárvore a expressão “cara-de-pau” seria ofensiva às árvores “enquanto classe que também tem seus direitos”.


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