Janeiro 7, 2009...9:56 am

Cada povo tem os mitos que merece

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Atenção, produtores!
Um filme sobre as lendas urbanas brasileiras daria muito certo. O dia em que o bebê-diabo do ABC atacou a gangue do palhaço. Uma coisa assim meio Alien x Predador. O grande mentor das forças do mal seria, claro, o homem do saco – difícil vai ser achar um ator com elefantíase escrotal, mas sempre se pode recorrer aos efeitos especiais.
Aí chega a loira do banheiro e mata todo mundo (Sempre achei pouca hombridade os meninos da minha escola terem medo da loira do banheiro. O sonho de todo garoto não é encontrar uma loira no banheiro?). A disputa pelo controle do universo passa a ser então entre as duas maiores entidades do mal já vistas: a mãe loira do funk e o cãozinho dos teclados.
O elemento surpresa é quando aparece uma a grande criatura do bem, tipo uma besta mitológica chamada Agepê, que calça as plataformas da Carmen Miranda e tem no corpo as tatuagens da Cássia Eller, a cabeça é o Raul Seixas usando a bandana mágica do Cazuza, com a voz da Elis Regina cantando as músicas do Renato Russo. Quem pode resistir ao charme poderoso deste incrível ser que também rebola como o Ney Matogrosso o seu corpo de Ângela Rô Rô? A mãe loira do funk e o cãozinho dos teclados acabam tragicamente transformados em Sandy e Jr. na primeira fase da carreira, condenados a cantar “Abre a porta, Mariquinha” para sempre.

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