Chegamos ao fundo do poço do politicamente correto. Há anos convivemos com as legendas e dublagens feitas pelas tias TFP, nunca aparece um “foda-se, filho da puta” ou “cala a boca sua vadia de merda”. Fora que traduzem cranberry por oxicoco. Oxicoco não é palavrão então? Xingamento de verdade, em alto e bom som só em filme nacional. Isso é que é protecionismo.
Mas hoje tive a decepção definitiva. Acabo de ter a triste constatação que estamos chafurdados de vez e pra sempre na lama fedida do fundo do poço do politicamente correto: a Super Bonder não é mais a mesma. É morto o último bastião que sustentava a vida minimante suportável na sociedade ocidental. A fórmula atual, correta e higiênica, sem carboidratos e gordura trans, não cola nada, nem papel. Nem meus dedos.
Enfiem essa droga de colar no lixo!*
*Último parágrafo legendado por Lurdinha de Berlândia
2 Comentários
Janeiro 12, 2009 às 7:08 pm
Pois algum sustento tinham que ter as tias que cuidavam da censura na época da Dita, né? Não só elas traduzem os filmes até hoje, como fazem os títulos, daí a parte pudica dos anos 70 não acabar jamais, com esse desfile todo de “muito louco”, “pilantrinha”, “malandro”, “da pesada” e “tiras”.
Maio 14, 2009 às 12:48 pm
esse mundinho está mesmo uma palhaçada. um pouco antes da tucanagem da superbonder, tiraram toda a dignidade de outro símbolo do mundo pragmático da antiga gosma adesiva, capaz de colar um anão no teto, lembra-se? sem mais explicações, provavelmente para diminuir o teor calórico, a gordurança ou a taxa de açucar das famosas goiabinhas da Piraquê, sumiram com o recheio que batizava o produto. Comi o pacote todo e quase engasguei com a secura do lanchinho. era pura massa!! deram cabo da porra da goiaba do recheio… vou tomar um copo dágua.